quarta-feira, 14 de junho de 2017

ANTIGAMENTE NO TEMPLO CENTRAL IV: OS CULTOS DE SANTA CEIA



Fico lembrando, em minha cama, do cultos do Templo Central, em Recife, PE, onde eu ia MUITO. Lembro bem daqueles cultos! Principalmente das Santas Ceias. O pastor Leôncio pregando a palavra… Quanta unção! Quem ficava lá fora era que perdia.
Aquele espaço ali, desde lá fora,antes do portão, até lá no fundo, onde é o banheiro, ficava cheio de jovens conversando e fazendo brincadeiras. Muitos jovens, moças e rapazes. Enquanto muitos ficavam lá fora, boa parte, outros iam para cultuar de verdade. Eram tantos, que os diáconos perdiam o controle do que ocorria com aqueles jovens. Muitos não respeitavam o lugar santo que é aquele lugar.
Na época havia a mania das “galeras”, influência americana, de “gangues” de jovens que vivam brigando o tempo todo, coisa comum nos anos 90. Um absurdo que acabou entrando na igreja, infelizmente. Mas olhem que esses jovens eram criados na igreja, mas não eram convertidos ainda. Foram apenas criados na igreja, e só. O encontro com Cristo era algo inexistente para eles. Até brigar eles brigavam! O pastor não tinha controle, não porque não queria,mas de alguma forma aquilo fugia disso. O Templo Central não era essa calma de hoje, embora tenha muita gente, não fazem o barulho que aqueles jovens faziam nessa época.
Era vergonhoso ligarem para o pastor e dizerem que encontraram Bíblias em lugares que jamais deveriam estar, e faziam coisas que jamais um cristão deveria fazer, pois eram jovens sem Deus na vida, e os que tinham Deus na vida, se desviavam, alguns, e iam atrás de jovens devassos e cheios de obras carnais e setas malignas. O pastor dava a doutrina, e os diáconos também, e todo o ministério era rígido nos costumes e doutrina. Às vezes eram mais costumes e pouca doutrina, mas a rigidez era muita. Não era por falta da manisfestação do poder de Deus, pois as profecias eram frequentes, as curas, o movimento espiritual era intenso, mas não impedia que pessoas descomprometidas com a igreja fizessem coisas estranhas ao modo de vida evangélico. Qum queria servir a Deus, tinha condições de fazer isso, ele cuidava, como cuida hoje. O borburinho e a agitação eram tão grandes, que se escutava lá dentro. Muitas moças deixaram de casar, pois não vigiavam, e muitas delas caíram no mundo, vomitadas pelo Senhor, como Laodicea.
A Santa Ceia não era como hoje, a bandeija cheia de copinhos, mas um copo só, que ia passando de boca em boca, os quias eram limpados com guardanapos. Até ímpios tomavam, ou por ignorância, ou por maldade. Os irmãos não tinham culpa alguma, pois como saber quem era evangélico ou não? Aquele templo sempre ficou lotado nas Ceias. Era lindo ver aquilo. Graças a Deus por ter participado desse tempo, mesmo adolescente, criança, mas usufruía disso tudo.
Dentre os cantores que louvavam no Templo Central e outros templos nossos, tinha Eduardo Silva,que louvava com sua esposa Ziran Araújo, Esdras, que não perdia uma Santa Ceia, Esteves Jacinto, e até o cantor Júnor, de Curitiba. Eliezer Rosa, que é pastor agora, cantou muito nas ceias com Leni Silva e outros cantores. Belos tempos! Estou escrevendo essas coisas, por que quero que as novas gerações de evangélicos de nossa igreja saiba nossa história, desse tempo… É muito importante saber nossa história, que é muito linda e rica.
Entendam que não se trata de apenas saudades, de dizer que só era bom aquele tempo. Trata-se, muito mais, de NOSSA HISTÓRIA! É preciso entender isso. Não afirmo aqui que não há poder hoje, que não é bom hoje, mas que são as crônicas de um tempo muito bom de nossa igreja, e só ignora qiuem não viveu ele. A Bíblia tem tantas histórias antigas, e nem por isso dizemos que é errado lembrar daquele tempo, pois é a história do povo de Deus. Não tem comparação.
Então, lembremos de nossa história, quem viveu ela. E, quem não viveu, fique sabendo dela.
Até a próxima!


por Leo Nardus Mouras