quarta-feira, 1 de março de 2017

A TERRÍVEL APARÊNCIA DE CRISTO EM PATMOS

Uma das primeiras coisas no livro de Apocalipse, ou Revelação é sobre Jesus, algo referente bà sua natureza. As bem- aventuranças é um bom começo para falar de Cristo (cf. 14.13; 16.15;19.9; 20.6; 22.7,14), pois ele prometeu essas bênçãos para aquele que estudasse esse livro, e o lesse em voz alta para outras pessoas ouvirem.
Outra linda figura é a que se refere aos sete espíritos de Deus, que fala do Espírito Santo, nas suas sete divinas manifestações, onde podemos ler em Isaias 11, que estaria sobre Jesus em seu ministério. O livro vai usando essas figuras e símbolos e os usa para nomear Cristo, Deus Pai, e o Consolador.
Foram sete cartas dirigidas às sete cidades da Ásia Menor, uma região que ficava próxima do Oriente Medio, e onde havia a igreja onde Paulo pregou por um longo tempo, e onde João e Timóteo exerceram a função de pastor. “Esmirna ficava a cerca de 65 quilômetros ao norte de Efeso, Pérgamo a 65 quilômetros ao norte de Esmirna, Tiatira a 72 quilômetros a sudeste de Pérgamo, Sardes a 48 quilômetros ao sul de Tiatira, Filadélfia a 48 quilômetros a sudeste de Sardes e Laodicéia a 65 quilômetros a sudeste da Filadélfia”. Bowman escreve: “Uma olhada no mapa da província romana da Ásia mostra as sete igrejas organizadas na forma de um castiçal de sete braços do Templo de Herodes, formando pares de lados opostos”. Muito interessante esse detalhe! Por isso que Cristo usou essa expressão do castiçal. Nada na Bíblia está escrito em vão.
João diz que ele vestia uma veste talar, ou seja, veste essa que ia até aos pés, simbolo de autoridade no Oriente. Imaginem que visão gloriosa não foi essa, e que veste linda! Depois, ele diz que tinha um cinto de ouro em seus lombos, que simboliza posição elevada, usada por sacerdotes judeus, que em relação ao Filho de Deus é de uma autoridade excelente ao infinito!João vai descrevendo, procurando coisas terrenas para dar uma ideia das celestiais, onde nenhuma linguagem pode alcançar seu real significado, mas nos dá ua vaga ideia da grandeza dessa majestade. A descrição de João prossegue dizendo que ele tinha os cabelos brancos como a neve, simbolizando sua sabedoria e preexistência. Só Cristo pode ser lembrado assim, ninguem mais. Agora João descreve seus olhos, com base em daniel 10.6, como chamas de fogo, onisciência e excrutínio, pois sabe de tudo, vê tudo. Seus pés de latão representam força e estabilidade, a força infinita do Deus vivo.O sentido desse símbolo é julgamento, bem apropriado para o que viria no livro depois. A voz de muitas águas se refere ao Ezequiel 43.2. Prosseguindo, João agora diz que havia sete estrelas, ou seja anjos das igrejas, e a espada de dois gumes é um julgamento, símbolo de sua autoridade judicial. Essa espada era quase do tamanho de um homem! Os trácios, um povo antigo, era o povo que usava isso.
Essa descrição que o apóstolo faz nesse livro, é de uma beleza singular.Não foi a toa que ele desmaiou, pois diante de Deus não há quem permaneça em pé.