quinta-feira, 12 de março de 2015

AS DOUTRINAS REFORMADAS NAS ASSEMBLEIA DE DEUS


Está mesmo provado que a doutrina cessacionista está influenciando bastante a teologia seguida pelas Assembleias de DEUS, como a arminiana,seguida por essa denominação, promulgada por Jacó Armínio, teólogo holandês, que foi perseguido por discordar da fé reformada em sua época, como a salvação incondicional, a perdição incondicional dos incrédulos, entre outras.
Silas Daniel, em uma de suas entrevistas dada à revista Obreiro, editada pela CPAD, disse que as Assembleias de Deus estão perdendo terreno nessa área, sendo influenciadas pelas doutrinas reformadas, como as de Calvino, o qual baseou suas doutrinas nas de Agostinho, fazendo adaptações a ela; mas, muitas vezes, ele é bem explícito nisso.Segundo deu a entender o teólogo assembleiano, há um desconhecimento, por parte da igreja, sobre as questões que envolvem Arminianismo, Pelagianismo, Semipelagianismo e Cassacionismo.
Outro que versou sobre esse tema foi o pastor Jeremias do Couto, que entre outras coisas, disse que "ele é ao mesmo tempo calvinista e arminiano", pois buscou e encontrou um meio termo entre as duas correntes teológicas. Essa entrevista dele está no blog Teologia Pentecostal, do irmão Gutierrez, um assembleiano formado na Universidade Presbiteriana Makensie,calvinista e esquerdista; PT, portanto, influenciado pelos grandes escritores cessacionistas dessa igreja; alguns mais ferrenhos, outros, mais moderados, mas todos calvinistas. Esse Gutierrez criticou, certa vez, a igreja de Recife, chamando-a de um "reduto legalista do Nordeste". Felizmente isso tem nos livrado de muito liberalismo teológico das igrejas assembleianas do Sul e Sudeste, mas não todas, apesar de que, quem sustenta a igreja é a doutrina bíblica, mas que ela pode dar respaldo a esses bons costumes, sem fazer com que eles tenham o mesmo nível de autoridade. costumes passam, mudam, doutrina bíblica não. Eis a grande diferença.
O próprio Geremias do Couto asseverou que foi prejudicado de modo muito grande pelas doutrinas, e costumes das Assembleias de Deus, como os exageros nos costumes, onde todo dia se "perdia" a salvação, seja por causa de uma criança jogar bola de gude, seja por que uma mulher cortou o cabelo, seja por que alguem crente foi ao cinema... E essas coisas, segundo o escritor, faz com que as igrejas Assembleias de Deus sejam acusadas de pregar, nos púlpitos, uma doutrina semipelagiana, e não propriamente as doutrinas arminianas:

A morte de Cristo por todos os homens pode ser concluída de diversas passagens das Escrituras:
1 – Daquelas que dizem que ele morreu por “todo homem”, por “todos os homens”, por “todos”, pelo “mundo”, por “todo o mundo”:
Pois o amor de Cristo nos constrange, porque julgamos assim: se um morreu por todos, logo todos morreram; e ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. [2Co 5.14-15]
Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo. [1Tm 2.5-6]
Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos. [Hb 2.9]
E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. [1Jo 2.2]
2 – Daquelas que dizem que Deus em Cristo reconciliou o mundo:
Pois que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões; e nos encarregou da palavra da reconciliação. [2Co 5.19]
3 – Daquelas que dizem que Cristo daria sua vida pelo mundo:
Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo. [Jo 6.51].

É essa a doutrina arminiana, desprezada por muitos, principalmente pelos calvinistas, que dizem que Deus escolheu alguns para serem condenados, e outros para serem salvos, anulando, assim,o sacrifício de Cristo, que quer que todos cheguem ao conhecimento da verdade. O teólogo Altair Germano, vice-presidente da igreja em Abreu e Lima, também escreveu um ótimo artigo sobre essa corrente teológica, esclarecendo vários pontos delas; já é um bom começo.Resta agora ser mais falado nos nossos púlpitos.
Por causa dessa influência, muitos assembleianos deixam sua igreja, pentecostal, e vão congregar em igrejas calvinistas, negando a fé pentecostal, propagada, entre outros, pelo pastor Saymour, grandemente usados por Deus, como Charles Finney, Moody, Wesley, entre outros, que conheceram de perto o poder de Deus, e falaram em línguas estranhas, ao contrário do que dizem. 
Conheço vários irmãos que estão congregando em igrejas históricas, como a IPB, embora tenham conhecido o poder de Deus, o batismo no Espírito Santo, curas, milagres, línguas estranhas, e muitas outras manisfestações do poder de Deus, em sua multiforme sabedoria.
É preciso, como disse Silas Daniel, haver mais ensinamentos sobre a influencia arminiana nas nossas igrejas, de púlpito, pois o que se vê, na realidade, é uma teologia baseada num semipelagianismo, ou seja, é preciso de esforços nosso para que sejamos salvos; e isso é errado! Somos salvos pela graça de Deus, da qual somos dependentes, e não por nossos esforços em cumprirmos esse ou aquele mandamento, de modo mecânico, pois toda a lei se cumpre amando o próximo (Rm 13.9).
Eu concordo com Silas Daniel, que precisamos aprender mais e divulgar se possível, no culto, sobre  o que nós cremos, para que possamos solidificar mais nossa fé;por outro lado, devemos ver o que a teologia calvinista tem de bom para nos ensinar, E FAZER UMA ESPÉCIE DE INTERCÂMBIO COM ELAS. Amém.