quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

ISAÍAS 42: A CANA QUEBRADA E O PAVIO QUE FUMEGA

Esse capítulo de Isaías revela muitas coisas sobre o que Deus estava prestes a fazer através de seu Filho Jesus, quando ele iria agir de uma forma que não seria comum.
Ele seria um servo humilde, que não alardearia o que ele fizesse, não se promoveria como os fariseus, que faziam alarde diante de cada gesto deles, de cada coisa que dissesse ou algum bem que faziam. O Servo-sofredor seria diferente (42.1-4).
Um dos trechos mais lindos é o que ela fala sobre o caráter do servo, que não esmagaria a cana quebrada, o crente contrito, que já estaria em sua última força, mas animaria e restauraria seu ânimo(v.3).
Mateus falou bem dele (12.18-20), mostrando que a profecia de Isaías se cumpriu nele, o único com as características cabíveis.
Deus aqui em sua providência também iria mostrar que não deixaria que a idolatria saísse ilesa, pois quando ele diz que "os montes e os outeiros tornarei em desertos", fala do juízo sobre os deuses da Babilônia, o que Jeremias também fala no capítulo 50 de seu livro.Uma figura muito interessante quando compara Jerusalém a uma mulher fugindo, tendo que levantar seu vestido para não molhar no rio, figura muito usada na literatura semítica, quando uma mulher podia ser usada para simbolizar uma nação ou cidade, como em Ezequiel 23, onde Deus é o marido traído por Aolá e Aolibá, as duas meretrizes, que são Israel e Jerusalém, e também em Jeremias 3.3, onde Jerusalém é tida como uma prostituta, como também em Oseias capítulo 1 e o 3, onde Deus também fala de sua traição espiritual.
Que interessante, a insistência de Deus em restaurar a nação espoliada por tantos povos. Os cegos apóstatas não entendiam nada de sua vontade, mas tudo isso iria mudar e Deus faria tudo voltar ao normal, abriria os olhos dele, e a nação-serva iria outra vez adorá-lo.
Tudo isso seria feito por amor à Sua aliança, pois ele é fiel em cumprir ela, e não iria abandonar seu povo à mercê das circunstâncias difíceis em que ele viviam.
Israel foi entregue não por Deus ser fraco, mas por causa dos pecados cometidos, entre eles a opressão social dos pobres pelos ricos, denunciado por Isaías, nos capítulos 58 e 59, por Oseias, por Amós, nos capítulos 6 e 7, e em outras partes da Bíblia.
Mas israel sairia dessa fornalha purgado, e Deus seria de novo, adorado sem mistura, sem o sincretismo de Acaz, nem o de Manassés, que misturaram o culto de IAVÉ  com a idolatria, e a feitiçaria. Deus é o Deus que não deixa seu povo,até quando o está castigando.E faz tudo para restaurá-lo.