quarta-feira, 15 de outubro de 2008

LIXO AMERICANO



O mundo hoje é uma Aldeia Global, como todos já sabem; tudo que acontece em qualquer lugar do mundo, é visto por todos. A cultura se espalha de forma fenomenal. Cada vez mais sabemos coisas sobre todos os povos, todas as culturas. Principalmente a americana, que desde os anos trinta, ou antes, tem disseminado pelo mundo sua infame cultura, “american way”, tão difundida até hoje. Principalmente nos filmes.
Chega a cansar a predominância dos filmes americanos aqui no Brasil, principalmente. O mundo tem centenas de países, mas nós somos obrigados pelas TVs a só assistir aos filmes do Tio San. Em sua maioria são filmes vulgares, sem conteúdo que preste, fazendo apologia ao sexo livre, à dissolução, à violência desenfreada. Se não bastasse tanta porcaria que a gente tem de agüentar, certa tv ainda nos obriga a assistir de novo um filme que passou no mês anterior, no mesmo horário. É um absurdo.
De vez em quando, nos cinemas de arte, há apresentação de filmes iranianos, israelenses, hindus, e de muitos outros países. A Índia é o país que mais produz filmes, ultrapassando o próprio americano. Todos esse países produzem bons filmes, mas só nos obrigam a assistir só esses famigerados enlatados yank. Ninguém merece. O pior de todos é quando o filme tem como protagonista um cachorro, macaco ou outro animal. É algo patético. Sinto como se a emissora estivesse me chamando de idiota, babaca, por assistir tanta porcaria. Filmes sem pé nem cabeça. Umas histórias paupérrimas, que não ensinam nada de bom. Os americanos são, em sua maioria, uns aloprados. Pesquisas recentes, publicada na revista Istoé, mostram que os yanks não sabem nem encontrar seu estado no mapa, muito menos um país estrangeiro. Não conhecem nada, se arrogam por serem a nação mais poderosa do planeta. Há tantos filmes de arte por aí, por que não passar eles. Filmes como “A cor Púrpura”, são para serem assistidos “ininterruptamente”. “Cinema Paradiso também é uma boa pedida, só para citar alguns. Deviam só passar filmes desses tipos”.
Até parece que há um complô, uma ligação muito forte para que essa cultura inútil perdure por aqui. Há uma tv que descaradamente louva ela. Todos os programas dela têm algum louvor a esse modo de ser, essa filosofia; de uma forma ou de outra louvam a essa cultura inútil.
Chegue numa locadora e você verá a verdade pura. Na grande maioria delas, só há filmes dos EUA. É incrível. Certa vez eu cheguei numa delas e perguntei por um filme francês, e eles me olharam como se eu tivesse falando uma língua alienígena. Só havia títulos ianks. Cada um pior que o outro. Uma violência gratuita, sem motivo algum. Penso que o cinema e a televisão têm contribuído muito para a disseminação da violência no mundo. Há um ator desses filmecos americanos que na minha opinião é um dos mais ridículos que existe, Steaven Seagal, se não me engano é assim que se escreve o nome dele. Pois é, os filmes estrelados por esse indivíduo são extremamente sem qualidade. Isso apenas para citar um ator, existe centenas, piores que ele. A pessoa que vive assistindo a esse tipo de película retrocede, emburrece seu modo de julgar as coisas. Por nada ele dá tiro em alguém quebra o pescoço, faz misérias. Violência gratuita das mais baixas.
Quem não conhece aquela série, que não sei porque, fez um sucesso estrondoso nos anos oitenta, “A Hora do Pesadelo?” E o ridículo do Jason, que matava por matar? A gente assistia a essas porcarias como se estivéssemos vendo um filme de qualidade. Depois em meados dos anos noventa, surgiu o outro duplamente ridículo “Todo Mundo em Pânico”, que os alienados assistiram para valer. Se divertindo com as desgraças alheia, como os romanos, que ficavam excitadíssimos vendo na arena os escravos se matando. Certo, é ficção, mas que fazem apologia de uma coisa da qual o mundo já está saturado: a violência. Isso só para lembrar alguns. Também aqueles filmes de Van Dame, outro violento patético. E outros e mais outros, para não ficar só citando esses filmes, fiquemos com eles.
Como brasileiros, nós estamos vacilando, pelo menos como cidadãos. Devíamos protestar mais contra esses lixos americanos. Não temos que nos conforma apenas com um tipo de cultura. Existe centenas de culturas para serem apreciadas, busquemos elas.